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Trilha Dólmen da Oração
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Trilha Dólmen da Oração

Histórico e Orientações aos Visitantes

A Trilha Dólmen da Oração foi criada em 2002 pelo pesquisador Adnir Ramos com o propósito de compartilhar suas descobertas e vivências na Unidade de Conservação Monumento Natural Municipal Morro da Galheta (MONA Galheta). O espaço convida o visitante a uma experiência de conexão entre natureza, história e consciência.

Durante seus estudos, Adnir identificou que as rochas sobrepostas — já mencionadas em 1918 pelo geólogo José Vieira da Rosa — integram um conjunto de estruturas associadas a antigos calendários astronômicos. Em sua interpretação, esses marcos representam pontos de uma rede energética planetária, frequentemente relacionada às chamadas linhas Ley, simbolicamente compreendidas como um sistema vivo que interliga a Terra e todas as formas de vida.

Essas marcações ancestrais teriam sido estabelecidas há milhares de anos por meio de monumentos megalíticos, como os menires — pedras erguidas verticalmente — e os dólmens — estruturas formadas por pedras apoiadas horizontalmente, lembrando altares naturais. Mais do que vestígios materiais, essas formações convidam à contemplação, ao respeito pelos saberes antigos e à reflexão sobre nossa relação com o planeta.

Para apoiar a preservação desse espaço de valor natural, histórico e simbólico, solicita-se uma contribuição de R$ 25,00 por pessoa, com estacionamento incluso enquanto houver vagas. Essa taxa de preservação é um gesto de cuidado coletivo: ela contribui diretamente para a manutenção ambiental da área, a conservação do sítio megalítico e o acolhimento aos visitantes, permitindo que a trilha continue sendo um local de aprendizado, contemplação e harmonia com a natureza.

Em conformidade com as normas das Unidades de Conservação, não é permitido o trânsito de animais domésticos, a realização de fogueiras ou o acampamento. Essas orientações existem para proteger o equilíbrio do ambiente e garantir que todos possam vivenciar o espaço com segurança, respeito e consciência.

Que sua visita seja um momento de presença, aprendizado e conexão com a memória da Terra.


Roteiro da trilha

Sede do Instituto

Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arqueoastronomia – IMMA e Museu onde você encontra uma grande coleção de telas de arte rupestre, painéis de sítios arqueológicos, artefatos pré-históricos, receptivo turístico e loja de suvenir.

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Início da trilha Arqueológica

Plataforma de observação astronômica

Plataforma de observação dos astros no Morro da Galheta apoiada por três pequenas pedras.
Ha três pedras monumentais no cimo do morro que marcam o alinhamento do sol no início das estações do ano,
como registrado na foto ao lado.

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Portal de acesso  ao sítio Megalítico.

A trilha encontra-se em uma propriedade particular onde a Mata Atlântica esta em fase de recuperação, pois anteriormente esse morro foi usado para agricultura e pecuária

Museu da Pesca

Barco que deu origem as pesquisas arqueoastronômicas
Em 1986 o pescador Adnir Ramos resolveu voltar a estudar para descobrir o significado da Arte Rupestre do litoral catarinense. O barco foi usado para caça e coleta submarina para investir nos estudos. Seu esforços levaram a criar uma metodologia para interpretar a arte rupestre e a descoberta de alinhamentos megalíticos.

 

Dólmen da Oração

Muitos povos tinham a tradição de voltar-se para o leste ao amanhecer para receber iluminação, ou seja conhecimento sobre as atividades astronômicas com as quais eles regulavam o cotidiano.
As montanhas tem sido usadas como templos sagrados para aproximar-se das divindades.
Em muitos lugares da terra são encontrados pedras em forma de altares.
Alguns místicos afirmam que esses lugares são portais para a comunicação com os seres Celestiais.

dólmen da oração

 

Pedra Virada
Este conjunto de pedras têm algumas curiosidades interessantes:
1- ela está apoiada sobre três pequenas pedras, uma características dos dólmens mundiais;
2 – a base de quartzo em cima dela só se forma a dois mil graus de temperatura, portanto não poderia ter se formado em contato com o ar;
3 – tem uma cama embaixo dela onde é possível ver o nascer do sol e das principais estrelas próximas aos trópicos.
4 – a cena mais incrível é ver as plêiades, o cinturão de Órion e Siriús entre suas aberturas.
5- para os geobiólogos esse é um ponto energético capaz de produzir curas.

pedra virada

Observatório dos Equinócios

Encostando a cabeça na pedra marcada por um circulo e olhando na direção do mar você vai ver um pequeno triângulo formado entre duas pedras (foto abaixo). Esse é o ponto onde se observa a passagem do disco solar no início da primavera e do outono.
Ao lado do observador existe mais uma fenda onde é possível ver o pôr-do-sol nas mesmas datas. Para ver este fenômeno é preciso estar deitado na frente da pedra que tem forma de meia lua à sua frente como marca a foto.

equinócios

Mirante da Baleia
Este é o ponto mais alto do morro 200 m de altitude.
Daqui é possível ver a ilha em 360 graus

Mirante

 

Menir Central
Para muitos pesquisadores existem linhas de energias telúricas em volta da terra e essas energias foram demarcadas com menires e dólmens na pré-história. Recomenda-se que você abrace essa pedra e fique um pouco de tempo absorvendo as energias por ela emanadas.

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Em 19 de abril de 1988 o pescador e estudante Adnir Ramos aproveitou o feriado do dia do índio para fazer uma caça submarina na Ponta do Caçador na praia da Galheta, foi quando de deparou com essa gravura até antes nunca observada por nenhuma outra pessoa que por ali passava.
Neste mesmo dia encontrou o Antropólogo Edmar Hoermann fazendo uma escavação no sambaqui Ponta do Caçador, próximo a outra gravura encontrada por ele, a qual identificamos como sendo fenícia do século V d.C.

Arte Caminho dos Reis